A cada cinco cidades do Paraná, uma tem infecção por coronavírus confirmada

Compartilhe:

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou, nesta segunda-feira (13), 18 novos casos do novo coronavírus no Paraná. Agora são 768 os casos espalhados em 79 municípios — no final da semana passada eram 77. Com isso, a cada cinco cidades paranaenses, uma já tem caso confirmado da doença. Estes municípios estão em todas as regiões do Estado.

Além dos casos confirmados, o Paraná confirmou mais duas mortes, ontem, nos municípios de Maringá e Arapongas. Um homem de 52 anos, residente em Maringá, estava internado desde o dia 6 de abril e teve a confirmação para a Covid-19 na sexta-feira. Morreu no domingo em um hospital da região.

Um senhor de 79 anos, residente em Arapongas, morreu ontem. Estava internado desde o dia 7 de abril, tendo a confirmação para a doença neste sábado. Com estes dois casos agora são 33 mortes por Covid-19.

Os 18 novos casos foram registrados nos municípios de Quitandinha (1), Fazenda Rio Grande (1), União da Vitória (1), Jataizinho (1), Londrina (4), Assis Chateaubriand (1), Apucarana (5), Foz do Iguaçu (3) e Paranavaí (1).

Até ontem 126 pacientes estavam internados, 75 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e 51 em leitos clínicos.

Curitiba
A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba confirmou, ontem, mais 34 novos casos de Covid-19 em moradores da cidade desde a última atualização, no sábado. Com essa atualização, Curitiba totaliza 343 casos confirmados para o novo coronavírus.

Até esta segunda-feira, Curitiba tinha 62 pessoas internadas, sendo 25 em Unidades de Terapia Intensiva, recebendo ventilação mecânica e em estado grave. A Capital contabiliza seis óbitos até o momento.

Casos no País passam de 23 mil e mortes chegam 1.328

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus (Covid-19) subiu para 1.328, ontem, um acréscimo de 105 óbitos nas últimas 24 horas. O resultado marca um aumento de 9% em relação a domingo.

São Paulo concentra o maior número de casos (8.895) e de mortes (608), com mais da metade do total contabilizado na atualização. Em seguida, os estados com os maiores números de mortes são Rio de Janeiro (188), Pernambuco (102), Ceará (91) e Amazonas (71).

Já o número de casos no país somou 23.430. O número representa um crescimento de 6% em relação a ontem, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 22.169. A taxa de letalidade do país ficou em 5,7%.

Perfil
No perfil das vítimas, 58,9% eram homens e 41,1%, mulheres. Do total, 74% tinham acima de 60 anos e 75% apresentavam algum fator de risco, como cardiopatia, pneumopatia, diabetes e doenças neurológicas.

Já os casos confirmados nas últimas 24 horas totalizaram 1.261, menos do que domingo, quando foram 1.442. O resultado é também menor do que os registrados na última semana, quando chegaram a ser agregados às estatísticas 2.210 novos casos na quarta-feira.

No coeficiente de incidência (número de casos por 1 milhão de habitantes), Amazonas lidera (303), seguido por Amapá (281), Distrito Federal (209), Ceará (196), São Paulo (192) e Rio de Janeiro (186). Todas essas unidades da Federação estão mais de 50% acima da média nacional (111), na categoria de “emergência” de acordo com a escala do MS.

As capitais com maior incidência são Fortaleza (573), São Paulo (518), Manaus e entorno (482), Macapá (391) e Florianópolis (345). Na consideração por área de saúde, ganha destaque também na área central, no Amapá, com índice de 348.

Pesquisa da UFPR mostra que o Estado não tem UTIs nem respiradores suficientes

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) fizeram um análise baseada em projeções matemáticas realizadas pela Imperial College London em várias regiões do Estado que indica que o número de leitos disponíveis no Paraná será inferior à demanda durante a pandemia do Covid-19. O estudo serve como um alerta e chama a atenção para a importância da restrição de circulação de pessoas, já que mesmo no melhor cenário simulado a estrutura de saúde do Paraná não seria suficiente para atender toda a demanda se essa quantia de pessoas adoecesse em um curto espaço de tempo.

O estudo apresenta um cenário pandemônico, com mais de 18 mil possíveis casos graves só na Grande Curitiba, muito acima da capacidade de atendimento da rede de saúde. No Litoral o estudo mostra a possibilidade de mais de 5 mil casos graves, quando a região mal tem leitos de terapia intensiva — seriam 21, segundo o estudo da UFPR.

O mesmo se repete para as demais regiões do Estado.

Governo amplia rede pública de atendimento hospitalar com novos leitos

Na semana passada o governo do Estado anunciou a ampliação da rede pública de atendimento hospitalar contra o novo coronavírus. Até a quinta-feira, o Governo do Estado contratou 419 novos leitos adultos de UTI em todas as regiões, incluindo áreas dos hospitais universitários de Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa.

Nas próximas semanas a estrutura hospitalar de urgência vai aumentar, com a incorporação de 80 novos leitos de UTI em três hospitais regionais que tiveram o processo de finalização acelerado. Segundo o governo o Estado tem capacidade orçamentária para contratar mais 629 novos leitos adultos de UTI. Com isso, o Paraná poderá alcançar 1.128 novos leitos adultos de UTI para atendimento emergencial e exclusivo contra a pandemia.

No momento, o Estado conta com 3.603 leitos de UTI público e privado. Só em Curitiba são cerca de mil leitos separados apenas para atender casos graves de Covid-19.

Bem Paraná