Bombeiros identificam água-viva mais potente e alertam os banhistas do Paraná

Compartilhe:

As caravelas portuguesas, que parecem com as águas-vivas, tiveram a presença identificada pelo Corpo de Bombeiros no Litoral do Paraná. Com isso, a corporação faz um alerta aos banhistas que curtem o verão, já que elas são consideradas mais perigosas, por sua maior toxicidade.

A tenente Ana Paula Zanlorenzzi, dos bombeiros, explicou, em entrevista na tarde deste domingo (30), que, apesar de semelhantes, as duas espécies têm diferenças. “As caravelas podem ser consideradas mais perigosas porque tem tentáculos mais longos e apresentam maior toxicidade. Estas caravelas têm uma coloração mais roxeada e azul, enquanto as águas-vivas são mais claras”, explicou.

No caso do contato com a caravela, a recomendação é a mesma que para uma água-viva. “Nunca colocar água doce no local, limpar com vinagre ou água do mar. É recomendo buscar ajuda no posto de guarda-vidas e, se necessário, ir a uma unidade hospitalar”, disse a tenente, que ainda falou que, como chama a atenção por sua beleza, a caravela acaba atiçando a curiosidade. “Ela é bonitinha e as pessoas buscam toca-lá, o que é um risco”, ponderou.

As caravelas não são tão comuns no litoral paranaense e costumam ser trazidas por correntes marítimas com condições climáticas e de temperatura da água mais favoráveis. Até o momento, não houve nenhum contato com elas no Litoral. “O que temos são vários relatos de visualizações das caravelas por banhistas. Já por águas-vivas foram mais de 170 casos de contato”, concluiu a tenente.

Fonte: Correio do Lago