Operação investiga suspeitos de envolvimento em fraude em licitações, em São Miguel do Iguaçu

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Dez pessoas foram presas em uma operação deflagrada pela Polícia Civil na manhã de ontem quarta-feira (13), em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná. A ação investiga suspeitos de envolvimento em fraudes em licitações no município.

Conforme as investigações, o município estava comprando pedras por um valor acima da média dos demais municípios da região. De acordo com a polícia, R$ 19 milhões em contratos são investigados.

Foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e um mandado de prisão preventiva, segundo a polícia.

Foram expedidos ainda 36 mandados de busca e apreensão, sendo três em Foz do Iguaçu, dois em Itaipulândia e 31 em São Miguel do Iguaçu.

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na Câmara de Vereadores de São Miguel do Iguaçu.

De acordo com a polícia, a vereadora Flávia Dartora (PRB) apareceu como sócia-proprietária no contrato de uma das empresas investigadas.

O marido dela, o empresário André Fernandes, foi preso na operação. A defesa do casal disse que eles irão se manifestar apenas no processo.

A Câmara de São Miguel do Iguaçu disse que não vai se manifestar e que não teve acesso ao processo.

As investigações sobre o esquema começaram há três meses, segundo a polícia. As licitações, que são alvo das investigações, acontecem desde 2013.

Fraude

De acordo com a delegada Rita de Cássia Camargo Lira, os investigados fraudaram licitações para a compra de pedras pelo município, usando “laranjas” na constituição de empresas vencedoras dos leilões.

As investigações apontam que três empresas diferentes venceram licitações para o fornecimento de material para a administração municipal, mas elas eram de fato comandadas pelas mesmas pessoas.

“O que ocorria é que a cada licitação troca-se a empresa, mas as pessoas de fato por trás destas empresas eram as mesmas, o que fere o princípio da concorrência”, afirmou a delegada.

A polícia informou que há envolvimento de secretários municipais em fraudes na contratação de serviços de locação de caminhões e máquinas e aquisição de pedras.

A Prefeitura de São Miguel do Iguaçu informou que não vai comentar o assunto.

Fonte: G1