Vacinas Pfizer e Moderna dificilmente cheguem ao Paraguai

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Entre as vacinas já em fase final de testes contra a Covid-19, duas delas precisam de uma estrutura mais complexa para serem distribuídas em alguns países. No Paraguai, o médico infectologista, Tomás Mateo Balmelli, afirmou que é muito difícil que os imunizantes da Pfizer, da Inglaterra e Moderna, da Alemanha, cheguem ao país.

Para Balmelli, a dificuldade está na conservação e logística de distribuição. As vacinas dessas fabricantes precisam estar refrigerada entre -75°C e -20°C, o que dependeria de um esquema de refrigeração que a maioria dos países não contam em todos os municípios, além do alto valor que representaria.

A Inglaterra aprovou a vacina da Pfizer nesta quarta-feira (2), através de seu órgão regulador sanitário. O país deve ser o primeiro a fazer a vacinação em massa da sua população.

“A vacina tem a maior taxa de efetividade e segurança no prazo em que foi aplicada, mas tem a desvantagem de precisar ser transportada em baixíssimas temperaturas, gerando um inconveniente de logística. Precisam se mantidas em 75°C negativos. É preciso refrigeradores e distribuição. É muito caro e aqui faz muito calor”, disse o médico sobre a vacina inglesa.

Dr. Balmelli salientou, que para este ano essas duas vacinas estrão disponíveis para o ‘primeiro muno’ e que a partir do próximo ano, provavelmente, para a América Latina. “Precisamos esperar a mais barata, a que requer menor temperatura de conservação, mas termoestáveis. No Paraguai não temos refrigeradores a menos de 75°C”.

Fonte: ABC Color