O policial militar Luiz Paulo Dominguetti Pereira afirmou que teve um convite para representar a venda de doses da vacina russa Sputnik V no Brasil. Ele é ouvido nesta quinta-feira, 1º, na CPI da Covid por ter dito que recebeu um pedido de propina do Ministério da Saúde quando ofertou 400 milhões do doses da AstraZeneca ao Ministério da Saúde.
Dominguetti se apresentou como representante informal da Davati Medical Supply durante a negociação. Questionado pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), ele confirmou que efetivamente trabalhou apenas para a Davati também nas ofertas a municípios.
Marcos Rogério apresentou documentos e afirmou que Dominguetti ofertou doses da empresa Johnson e Johnson, fabricante da Janssen. O vendedor, porém, negou ter representado a companhia. De acordo com Marcos Rogério, o governo federal, Estados e municípios foram alvo de uma tentativa de golpe na oferta de vacinas contra o novo coronavírus. Após as perguntas do senador, a reunião foi suspensa para um intervalo de 20 minutos.
Em março, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei permitindo a compra de vacinas pela iniciativa privada, Estados e municípios. No caso das empresas privadas, porém, as doses precisam ser doadas integralmente as doses compradas ao Sistema Único de Saúde (SUS) até a vacinação nos grupos prioritários no País. Durante o depoimento, o policial negou ter relação ou apoio ao presidente da República.
Daniel Weterman e Amanda Pupo – Estadão Conteúdo








































