Estiagem pode representar um milhão de toneladas de milho perdidas na segunda safra

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O campo estima perdas de até 30% nas principais regiões produtoras do Paraná, consequência da falta de chuvas que atinge praticamente todo o estado. A estiagem a partir de junho é a pior já registrada pelo Simepar, desde o início do monitoramento, em 1997.

O volume de chuva foi um terço menor do que o esperado. Uma das lavouras mais afetadas foi o milho segunda safra. Esta colheita é a principal cultura no estado. A produção estimada de milho é de 12 milhões de toneladas nesta safra. No verão, a colheita fica em torno de três milhões e meio de toneladas. A maior parte da segunda safra do milho ainda está no início do desenvolvimento.

Outro montante está no início da fase de floração. O campo considera esse período crítico, pois é um momento para o estabelecimento da cultura, para definição da produção e de estande.

A técnica do setor Econômico do Sistema FAEP/SENAR do Paraná, Ana Paula Kowalski, resume o sentimento do produtor. As perdas podem se aproximar de um terço da colheita, desde que a lavoura não sofra com nenhum outro evento climático adverso daqui para frente. (Áudio 1)

Ana Paula lembra que o milho é cotado em bolsas no Brasil e no exterior. No mercado interno, a demanda está aquecida, puxada principalmente pelas cadeias de pecuária. Isso mantém os preços praticamente 40% acima do cotado há um ano, o que de acordo com a técnica da FAEP, eleva o preço de produção das cadeias pecuárias, principalmente para os suinocultores e avicultores.(Áudio 2)

Mesmo com a retomada das chuvas, já há perdas acumuladas na lavoura. Muitas culturas não devem se recuperar. Algumas regiões do estado já relatam plantas com porte menor e estande desuniforme.

A seca no Paraná, também favoreceu o aparecimento de pragas, como o pulgão e o ácaro. O feijão segunda safra é outra cultura bastante afetada, principalmente na região sudoeste do estado.