Imagens do satélite brasileiro Amazônia-1 já podem ser consultadas publicamente

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O satélite Amazonia-1 foi declarado operacional e as imagens produzidas por ele já estão à disposição do público. Pelos sites www.dgi.inpe.br e www2.dgi.inpe.br/catalogo/explore é possível acessar imagens de todo o país. O portal também conta com um manual de uso da ferramenta de pesquisa.

O Amazonia-1 é o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. Em 28 de janeiro de 2021, foi lançado da base de Sriharikota Range (SHAR), na Índia, na missão PSLV-C51, junto com a agência espacial do país, a Indian Space Research Organisation (ISRO).

O projeto é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI).

Com seis quilômetros de fios e 14 mil conexões elétricas, o Amazonia-1 é o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto em operação junto aos satélites CBERS-4 e CBERS-4A, fabricados e operados pelo Brasil em conjunto com a China.

O Amazonia-1 é um satélite de órbita Sol síncrona (polar) que gera imagens do planeta a cada 5 dias. Para isso, possui um imageador óptico de visada larga (câmera com 3 bandas de frequências no espectro visível VIS e 1 banda próxima do infravermelho Near Infrared ou NIR) capaz de observar uma faixa de aproximadamente 850 km com 64 metros de resolução.

A órbita foi projetada para proporcionar uma alta taxa de revisita (5 dias), tendo capacidade de disponibilizar uma significativa quantidade de dados de um mesmo ponto do planeta. Sob demanda, o Amazonia-1 pode fornecer dados de um ponto específico em dois dias.

A característica é extremamente valiosa em aplicações como alerta de desmatamentos, pois aumenta a probabilidade de captura de imagens úteis mesmo diante da cobertura de nuvens na região observada. Ele é um dos equipamentos que formam o sistema Deter de observação como parte da Missão Amazônia.

O satélite tem vida útil estimada em quatro anos, e a Missão Amazônia também prevê o lançamento de mais dois satélites: o Amazônia-1B e Amazônia-2.

Fonte: Olhar Digital