O padre Genivaldo Oliveira dos Santos, de 42 anos, foi preso no último domingo (24), em Cascavel, no oeste do Paraná, suspeito de cometer estupro de vulnerável. Ele atuava como sacerdote há 12 anos em diversas cidades da região e, segundo as investigações, teria usado a posição religiosa e terapêutica para se aproximar das vítimas.
Natural de Itabuna (BA), Genivaldo iniciou sua trajetória no seminário em 2008, em Corbélia. Desde então, passou por paróquias em Cascavel, Boa Vista da Aparecida e Santa Lúcia. Dentro da Igreja, exerceu funções de destaque, como tesoureiro da Arquidiocese e assessor da Pastoral da Sobriedade. Em paralelo, oferecia “terapias complementares” em uma clínica particular, atividade que a polícia considera prática ilegal da medicina.
De acordo com os depoimentos coletados, pelo menos seis pessoas relataram ter sido vítimas do padre. Os relatos incluem abusos ocorridos em paróquias, na clínica e até em momentos em que buscavam ajuda para se livrar da dependência química. Entre as vítimas estão:
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Um homem de 27 anos, abusado em 2019, quando trabalhava na mesma paróquia que Genivaldo;
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Um jovem de 23 anos, que procurou ajuda contra a dependência química em 2021;
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Um ex-dependente químico de 20 anos, violentado há cerca de duas semanas na clínica;
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Um homem de 33 anos, que disse ter sido dopado e estuprado, sem lembrar a data exata;
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Um adolescente de 16 anos, abusado em 2024 enquanto prestava serviços na Igreja;
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Um padre, que relatou ter sofrido abuso em 2009, quando ainda era seminarista, chegando a registrar o fato em uma carta escrita em 2011.
O caso mais recente teria ocorrido pouco antes da prisão, reforçando a gravidade das acusações. Genivaldo também já havia se envolvido em projetos de comunicação religiosa, como uma rádio web fundada em 2016.
As investigações continuam, e a polícia afirma que novas vítimas podem surgir à medida que mais pessoas se sintam encorajadas a denunciar.








































